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sábado, 17 de março de 2012

1:00 AM



             Sentir o meu corpo envolto nos seus braços, o nosso abraço apertado, os olhares que diziam mais que palavras e o toque mais simples, porém com um carinho que julgava eterno, já me bastava. Não havia em mim outra vontade, eu apenas te queria bem (e) perto, pois sabia que o nosso amor, assim como a sensação dos seus lábios nos meus, já não nos pertencia.
(...)
- Você tem que fazer o que tem vontade, não por ser a coisa certa, mas por que é o realmente deseja. – Meus olhos estavam fixos em um ponto qualquer no teto, e naquele quarto escuro, as palavras saíam forçadas, tremidas e sem vontade. Não era a primeira vez que eu entregava meu menino sem tentar lutar e isso doía, principalmente por saber que eu era a pessoa que ele confiava e, algumas vezes, seguia os conselhos.
                Mas o que me surpreendeu foi sentir a sua boca pressionando a minha, naquele mesmo instante, e não consegui correspondê-lo.  Eu permaneci praticamente imóvel e fria, e por ser hipócrita e não seguir os meus próprios conselhos, deixei que ele escorregasse para o outro lado da cama e o beijo não se concretizasse. E agimos como se nada houvesse acontecido.
                - Eram os meus lábios que ele ainda ansiava em algum segundo do dia? – Fiz com que esse pensamento voasse pra longe, assim como ele.  Pois eu o queria bem perto, mas sabia e sentia que nossos lábios, assim como o amor, já não pertenciam mais um ao outro.
                Era isso que fazia falta algumas noites.

17.02.13 - Pamela.

2 comentários:

Anônimo disse...

Mais um texto lindamente massa...

Deveria fazer um livro lalala

JoatanJ. disse...

Caramba Pamela, muito lindo, muito legal, parabéns. como sempre, uma forte mulher, porém, com suas fraquezas, um coração sensível, sincero. essa é a Pamela, minha Pamela.