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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

01 de janeiro

- Acho que é melhor a gente deixar pra lá.

Abriu a boca para argumentar, mas ele a impediu. Não que houvesse dito qualquer palavra, seu olhar de reprovação já bastava.

Baixou a cabeça e deixou as lágrimas manchassem sua roupa. O que poderia fazer? Sabia que algumas vezes exagerava: Crises de ciúme demais; lágrimas demais; crises contra o que ele fazia demais. Ele provavelmente se sentia sufocado. Mas era seu jeito. E mesmo querendo mudar isso, precisava da ajuda dele.

- Não é o que eu quero, mas se for pra continuar assim, é o melhor.

Cada vez que ele falava, era como se algo a rasgasse por dentro. Doía, mas não protestou em momento algum. Não conseguia.

- Você quer continuar comigo até o fim de 2011?

Ela assentiu.

- Vai parar de agir assim?

- Eu... – Só responda.

- Mas... – Marcela!

- Vou... - E em pensamentos completou: tentar.

(05/01/2011) Pamela.