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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

13 de dezembro


My heart was talking to my head
Said, "I've loved once; I'll never love again"
And my head, at this, replied
"I'll miss (his) too; (he) was easy on the eyes"

Meu coração está fechado e ele não deixa que ninguém chegue perto.
Mas abro as cortinas da janela do meu quarto, me deparo com um céu cinza chumbo e inconscientemente desejo que caia uma chuva forte e a gente se encontre e sorria.
Podemos correr descalços e dançar no ritmo da chuva, do frio e de uma pontinha de calor que o coração permitiu, sem perceber, que entrasse.
E, quem sabe, a gente encontre um carrinho de algodão doce e aposte se azul tem sabor diferente do rosa. Talvez possamos fugir para casa e só existirá nós dois e uma grande xícara de café quente, e vamos fingir prestar atenção em um filme, que alugamos e esquecemos de devolver, por que o que queremos mesmo é nos aquecer debaixo do edredom.
Vai ficar tarde, mas a chuva ainda estará caindo lá fora, e talvez você me faça pipoca doce e eu te componha uma música. E haverá calorosas risadas enquanto conta as mais belas histórias dos Alpes.
Mas não, a chuva não caiu e meu coração continua fechado e ele não dá espaço para nenhuma brecha.

Pamela


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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Um bilhete qualquer não enviado


Querida Aline,

Talvez você só esteja no meu pensamento, mas desde já, imploro que me desculpe. Não é algo que você mereça, preciso que tenha certeza disso, mas estou de mãos atadas. Não tenho outra opção viável, mas desejaria ter. Saiba que dentro de alguns anos estarei pronta para a sua volta, e a receberei de braços abertos e coração contente. Desculpe-me por não estar disponível nesse momento.
Raquel.





Feito por: Pamela

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Escola que quer dizer amigos, que quer dizer família, que quer dizer amor. Ou não



Eu vinha beber água quando a vi sentada com uma amiga. Senti meu corpo estremecer e decidi: - Se nossos olhos se encontrarem eu vou saber que é a hora certa. Mas, quando passei, ela virou o rosto para o outro lado e percebi que sorria. Parecia querer mostrar o quanto estava feliz sem mim. E se ela estava feliz, eu é que não ficaria triste e tão pouco iria atrás dela.
Voltei para a sala e, no último horário, quando estava indo para a quadra, me deparei com ela em uma sala vazia com outro garoto. E quando fingi que não a vi, Mateus falou que ela estava me chamando. Em uma sala sozinha com outro garoto, e mesmo assim vinha atrás de mim? Pra quê? De certo, achava que eu era mais um estúpido apaixonado por ela. Não era. Por isso eu disse que não podia, mas era mentira. Eu apenas não queria dar de cara com eles dois juntos, nem demonstrar que fazia qualquer coisa que me pedisse.
Quando pensei que não íamos mais nos encontrar, encontrei com ela na esquina da quadra. Mas minha menina não me olhou, ignorou mais uma vez. E com isso, eu soube que nenhum de nós iria novamente tentar estar com o outro.

Pamela

sexta-feira, 6 de maio de 2011

4:29 a.m



Hoje percebi algo estranho: A madrugada sem você me assusta. Talvez seja por estar acostumada a ir dormir tarde somente nos nossos fins de semana.

Ouvi dizer que todos os relacionamentos têm prazo de validade, e fiquei triste. Não queria que o nosso viesse a terminar algum dia, e muito menos que fosse algo tão normal. Parte das minhas implicâncias é apenas para ter certeza que ainda se importa comigo - estou parecendo muito carente de atenção - e que virá atrás de mim.

Eu sei que não ficaria sozinha, e tão pouco é disso que tenho medo, eu só não quero ficar sem você. Nunca.

Mas eu sei que tenho que me acostumar com a idéia de que tudo um dia termina.



Pamela.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

4 de fevereiro.



Esmalte rosa, sobrancelha tirada, cabelo grande e querendo emagrecer “ficar gostosa” isso é tudo que eu nunca fui, mas sou. Namorado ao lado, amigos próximos meio afastados, fugas, calça justa. All Star colocado de lado e salto ou rasteirinhas no seu lugar. É tudo tão estranho.
Quem eu era e quem eu sou?
Estou confusa e o que mais parece comigo é meu guarda roupa: Bagunçado, fora do lugar. As roupas estão misturadas e parecem gritar que o lugar delas não é ali.
Que merda!
Eu estou tão cheia de nada, parece tudo tão errado. E não consigo mais dormir direito.
Eu era a menininha que não se importava com nada, sentava em qualquer lugar. A menina do delineador, bandanas e sorrisos.
E agora? Eu não sei. E também não sei se desgosto.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

01 de janeiro

- Acho que é melhor a gente deixar pra lá.

Abriu a boca para argumentar, mas ele a impediu. Não que houvesse dito qualquer palavra, seu olhar de reprovação já bastava.

Baixou a cabeça e deixou as lágrimas manchassem sua roupa. O que poderia fazer? Sabia que algumas vezes exagerava: Crises de ciúme demais; lágrimas demais; crises contra o que ele fazia demais. Ele provavelmente se sentia sufocado. Mas era seu jeito. E mesmo querendo mudar isso, precisava da ajuda dele.

- Não é o que eu quero, mas se for pra continuar assim, é o melhor.

Cada vez que ele falava, era como se algo a rasgasse por dentro. Doía, mas não protestou em momento algum. Não conseguia.

- Você quer continuar comigo até o fim de 2011?

Ela assentiu.

- Vai parar de agir assim?

- Eu... – Só responda.

- Mas... – Marcela!

- Vou... - E em pensamentos completou: tentar.

(05/01/2011) Pamela.