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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

26.08.2010

Você é um livro grande e confuso, mas bom. Que me ensina a não - querer - soltar.

Eu tento adivinhar qual será seu próximo passo, tento, mas dificilmente é como eu imagino.

Devoro, pagina por pagina, todo dia, e parece não ter fim. Mas isso não é ruim, eu gosto. Gosto de não ter certeza de como vai ser hoje, amanha, agora, do proximo passo. Gosto dessa confusão. E gosto de você. De você. Com você. Gosto.

Tudo me chama em você, leva-me a você, a capa, a letra, o cheiro. É bonito, por dentro e por fora, às vezes, quase sempre.


Perco-me por horas o admirando, lendo, re-lendo paginas anteriores e pensando em você enquanto não está por perto, quando o empresto, quando não está comigo. Perco-me por horas em você.


Você é meu livro grande, bonito, confuso e bom.


Que prende, que faz esquecer de todo o resto.

E é isso que me faz te amar tanto.

Pamela.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

morde-assopra.

Eles brigavam, quase, o tempo todo...
Mesmo quando não tinham motivos, mesmo quando estavam bem.

Provocavam, procuravam, encontravam.

Brigavam, algumas vezes, por brincadeira, outras para descontar algo que o outro fizera.

Mordidas, gritos, tapas, e, em seguida, risos, lágrimas ou suspiros. Ou, quem sabe, as três coisas juntas? Bem, não sei. Talvez.

É fato que, mesmo com todas aquelas brigas, eles se gostavam... De verdade. Mesmo não aguentando ficar muito tempo um ao lado do outro sem se provocar, discutir, ou sair brincando-brigando, eles se gostavam. E ela sabia, poderia contar com ele. Para – quase – tudo.

Brigavam, quase, o tempo todo, mas tinham o apoio um do outro também.

Ajudavam-se, queriam, amavam.

Brigavam. Ela gritava, ele ria ou ficava inexpressivo.
E, depois, lá estavam os dois agarrados novamente.
Era um verdadeiro morde-assopra.


Pamela.

11.08.10

Estavam apaixonados.

E eu não era a única a perceber isso.

O modo como se olhavam, e toda aquela mistura clara, leve e bonita, aquela aura, aquele ar de romance e de que – naquele momento – fariam tudo um pelo outro, estava ali.

Parecia que eu estava vendo um filme.

Um filme que eu não queria que acabasse.

Um filme, talvez, no começo ainda. Onde tudo – ou quase – eram flores.

Um passo errado, dela, talvez. Mas quem não erra?

Agora, só caberia a ela acertar ou não as coisas, mudar ou não o roteiro do filme que eu esperava ansiosa para continuar a assistir.

Agora, no momento, apenas ela poderia decidir o próximo passo

Pamela.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

01.08.10

Enquanto todos os outros pulavam,

Sorriam,

Brincavam,

Caíam – na água,

E abraçavam-se,

Ela ficava ali, sentada na areia fria da praia, sozinha e triste. O porquê, ninguém sabia, apenas suspeitavam, mas nada diziam.

Tentavam animá-la, e algumas, poucas, raras, vezes conseguiam arrancar-lhe um sorriso. Um sorriso sincero, mas que logo sumia.

Sumia e dificilmente reaparecia.

Mesmo assim tentavam reanimá-la sempre e sempre que viam aquele seu belo rostinho ficar entristecido.

Tentavam e quando conseguiam podia-se ver um brilho nos olhos de todos os amigos, porque por mais que às vezes se desentendessem, ou que falassem mal – que era na maioria ou em todas às vezes, brincadeira – eles a amavam e... Bem, sem a alma do grupo que graça tudo aquilo teria?

Pamela.